As pessoas nascem boas?

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As pessoas nascem boas?

As pessoas nascem boas? As nossas universidades, jornais e programas televisivos são praticamente unânimes em afirmar que sim, que forças externas são as causas dos crimes e agressões. Segundo tais, se não fosse a pobreza, assassinato e estupros não existiriam, e, se não fosse o racismo, as cidades pequenas seriam mais ricas. Ouvimos falar sempre também em “vítimas da sociedade”, e por aí vai.

No centro deste pensamento está a crença que o ser humano é basicamente bom, mas se torna mal por causa da sociedade. Entretanto, esta noção é simplesmente falsa, como Dennis Prager, da Prager University, nos explica neste vídeo. Prager argumenta que a natureza não é, basicamente, nem boa nem ruim: os seres humanos nascem mais ou menos neutros. Cabe aos pais criar bons filhos, o que promove bons adultos. Isto não acontece sozinho.

A esquerda sustenta, de maneira geral, a doutrina de Jean Jacques Rousseau de que o ser humano nasce bom, enquanto conservadores sustentam que o homem nasce moralmente falho (o que não significa que será necessariamente mau). A Igreja nos ensina o homem foi criado santo (ou seja, absolutamente bom), porém sua natureza foi corrompida devido ao Pecado Original e, desde então, o ser humano possui uma inclinação para o mal.

Esta doutrina que o ser humano nasce essencialmente bom faz parte da mentalidade revolucionária, pois justifica mudanças radicais na sociedade que só poderiam ser atingidas mediante concentração de poder, traço comum a todos os socialistas revolucionários. Eles pregam que, se o ser humano é corrompido pela sociedade, esta precisa ser radicalmente reestruturada para que tenhamos apenas pessoas boas que não cometam crimes.

O vídeo foi traduzido e legendado para o Português Brasileiro pelos Tradutores de Direita.

Transcrição do vídeo

“Há duas importantes questões – na verdade, fundamentais – que você precisa responder na vida: A primeira é: existe um Deus – especificamente um Criador moral e sentencioso. A segunda é: as pessoas são intrinsecamente boas? Sua resposta à segunda pergunta
moldará praticamente todas as suas opiniões morais, sociais e políticas – mais até do que a questão se você acredita em Deus.

É por isso que um crente e um ateu que têm os mesmos pontos de vista sobre a natureza humana quase sempre têm as mesmas visões sociais e políticas. Deixe-me dar alguns exemplos:

Você provavelmente já ouviu a frase ‘Pobreza causa o crime’. Se você acredita que as pessoas são basicamente boas, é provável que você acredite que a pobreza ou a intolerância ou alguma outra força externa faz com que as pessoas cometam crimes violentos. Essa é a única maneira de fazer sentido do fato de que algumas pessoas cometem crimes, apesar de sua natureza basicamente boa – algo os levou a isso.

Mas se você não acredita que as pessoas são basicamente boas, é muito mais provável que você culpe os próprios criminosos, não forças externas, por suas ações.

Mais um exemplo: em uma sociedade onde se acredita que as pessoas são basicamente boas, os pais e a sociedade não dedicam grandes esforços para tornar as pessoas boas. Afinal, se nascemos bons, por que você tem que ensinar bondade? Por outro lado, aqueles que não acreditam que nascemos tão bons, compreendem que os pais e a sociedade têm de realizar grandes esforços para fazer as crianças serem bons adultos.

Ok, então, as pessoas são inerentemente boas? Como mostrei, dada a história da humanidade, a resposta deve ser óbvia.

Claro, a natureza humana não é intrinsecamente boa. Agora, isso não significa que as pessoas são basicamente ruins. Nascemos com potencial real para fazer o bem. Mas não somos essencialmente bons. Olhe os bebês. Bebês são adoráveis ​​e inocentes, mas não são bons: são totalmente egocêntricos – como devem ser para sobreviver. ‘Eu quero a mamãe; Eu quero leite; Eu quero ser carregado; Eu quero ser consolado, e se você não fizer todas essas coisas imediatamente, vou arruinar sua vida!’ Isso não é bondade; Isso é narcisismo. Nós nascemos narcisistas, preocupados com o ‘número um:’, nós mesmos.

E se você já trabalhou com crianças, você sabe o quão cruéis, quão violentas elas podem ser. E os pais não têm que dizer aos seus filhos dezenas de milhares de vezes ‘Diga obrigado?’

Ora, por que é assim? Se somos naturalmente bons, não sentir e expressar gratidão teria de vir naturalmente?

E ainda há o registro histórico. Maldades – grandes males que afetaram grande parte da raça humana – foram a norma.

Aqui vão apenas alguns exemplos:

Os turcos otomanos tiveram como alvos milhões de cristãos armênios para matar, durante a Primeira Guerra Mundial;

O regime nazista alemão assassinou seis milhões de judeus – dois em cada três judeus europeus, incluindo mais de um milhão de crianças e bebês;

O regime comunista soviético matou cerca de cinco milhões de ucranianos e cerca de 25 milhões de outros inocentes

Os comunistas chineses mataram cerca de 70 milhões de chineses e escravizaram o resto do povo chinês;

O regime comunista norte-coreano construiu o que só pode ser chamado de o maior campo de concentração do mundo – a maioria da Coreia do Norte;

No Congo pós-colonial na década de 1998 a 2008, mais de 5 milhões de pessoas foram assassinadas e dezenas, senão centenas de milhares de mulheres foram estupradas.

É claro que, antes disso, cerca de dez milhões de africanos foram sequestrados e feito escravos para o comércio de escravidão Europeu e outros 10 a 18 milhões de africanos foram escravizados por árabes comerciantes de escravos.

E, deixe-me perguntar-lhe isso, se as pessoas são basicamente boas, por que todas as civilizações têm tantas leis para controlar o comportamento humano? Sabendo tudo isso, aqueles que acreditam que as pessoas são basicamente boas simplesmente tomaram a decisão de acreditar e ignorar todas as evidências.

Por que as pessoas cometem o mal? Porque é fácil. Porque é tentador. E, sim, porque muitas vezes concorda com a natureza humana.

É por isso que descobrir como tornar as pessoas boas é o projeto mais importante em toda a história humana.

Mas primeiro, você tem que acreditar que é necessário.

Eu sou Dennis Prager.”

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Adicionado Em: 18 de novembro de 2017

Visualizações: 17

Duração: 05:12

Categorias: Curtos

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Canal: Prager University

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