Feminismo, antifeminismo e a Igreja

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Feminismo, antifeminismo e a Igreja

Feminismo, antifeminismo e a Igreja” é um artigo de autoria do Luciano Takaki que foi nos enviado por um dos nossos colaboradores e com permissão do autor para ser reproduzido aqui.

Além do texto completo, que segue abaixo, fizemos um vídeo com a leitura do artigo para facilitar e também para divulgar nosso novo canal no Vidme, um site de vídeos que promete menos censura politicamente correta que o YouTube e o Facebook.

Feminismo, antifeminismo e a Igreja

Durante a minha antiga militância libertária tive muitos contatos com as feministas. Achava interessante como naquele meio em que tinha tanta gente contra o estado e ao mesmo tempo defendendo o feminismo. Não vou aqui defender o libertarianismo nesse texto, até porque passei dessa fase, mas é curioso tal fato porque o feminismo em si demanda o aumento do estado já que as premissas feministas são em essência antinaturais. Ora, Chesterton no seu mui agradável livro Disparates do Mundo (feminismo de fato é um disparate) alertou sobre tal fato tão evidente: ao equiparar o homem e a mulher, a necessidade de um estado gigante passa a ser necessário. Imagine, por exemplo, fiscalizar empresas que possam pagar salários diferentes ou órgãos e repartições que não atendam cotas e coisas do gênero. Imagine toda a campanha para incluir mulheres na política, na TV, etc. Como se as mesmas mulheres já não tivessem benefícios: são dispensadas do serviço militar, ganham pensões, ajudas diversas do governo, etc.

Podemos ver até aqui que feministas são seres curiosos. Como todo idealista é de certa forma um ser curioso. Quando um pessoa (essa definição de “pessoa” deve ser feita com muitas ressalvas) adere ao feminismo, adere a uma ideia revolucionária. Segundo essa gente, o feminismo busca a igualdade entre os homens e as mulheres.

Ora, toda vez que vemos alguém falar em “igualdade” pode-se ter certeza que não há boa intenção da parte da pessoa. Os fracassados se acham injustiçados e consequentemente são invejosos. O discurso de igualdade sempre atrai os invejosos. As feministas são invejosas e fracassadas por natureza porque querem se equiparar com os homens. Por essa razão é quase impossível encontrar uma feminista realmente feminina. Aliás, a própria palavra feminismo deriva de um neologismo revolucionário. O feminismo definitivamente não é feminino. Muito pelo contrário, o feminismo é pior do que o machismo porque busca basicamente masculinizar a mulher e afeminar os homens. Inclusive não existe nesse mundo ser humano mais desprezível do que um homem feminista. Um homem feminista é o homem que nega a sua masculinidade e sequer defende a inexistente igualdade pregada pelas feministas, mas sim o rebaixamento da condição dos homens. A ponto inclusive de defender o uso de lingeries “masculinas”, que é propagado pela mídia de esquerda. Se o machismo é opressão, o feminismo é o início da extinção de qualquer dignidade no ser humano.

Toda forma de igualdade oriunda de ideias revolucionárias são nocivas. Revolução significa basicamente isso. Extinguir uma ordem natural para impor uma ordem antinatural. O resultado final é sempre ordem nenhuma. Com feminismo não é diferente. A partir do momento em que se põe a ideia de que homens e mulheres devem ser iguais, acaba a ordem que deu certo desde de quase sempre. Não nego que houve períodos em certas civilizações em que houveram abusos contra mulheres, mas a civilização ocidental cristã (mais precisamente católica) foi quem deu a dignidade que a mulher merece. Nunca faltaram santas na história da Igreja e inclusive a mais importante de todas (acima de qualquer santo homem) é Maria, Mãe de Jesus, o Deus Encarnado. Sim, Deus se fez carne com mãe biológica e sem pai biológico. Um privilégio e tanto, não? Mas não faltou tentativa para a ideia não ser posta. Teve gente defendendo ordenação sacerdotal para mulheres e tudo. Só para esclarecer: o decreto contra a ordenação de mulheres é definitivo e com a palavra final dado pelo Papa João Paulo II na sua carta apostólica Ordinatio Sacerdotalis. O que não entendo é o que as mulheres querem no sacerdócio se o próprio Cristo ordenou só homens e definindo bem o papel das mulheres.

É uma estultícia monumental ficar bradando que a Igreja é machista ou que não reconhece a importância das mulheres. Não conheço ninguém que tenha nascido de dois homens (ainda que tenha quem tente impor que isso seja possível se a mãe de considerar homem). A própria Bíblia que diz que as mulheres devem ser submissas ao marido como o Senhor (Ef 5, 22) também ordena os maridos a amarem as suas esposas como Cristo amou a Igreja e se entregou por Ela (Ef 5, 25).

E esse termo pegou entre os católicos mornos que mais se preocupam em agradar o público do que a Deus. Um exemplo é o Frei Betto chamando a Santa Teresa D’Ávila de “feminista avant la lette” e de “revolucionária da espiritualidade cristã” no seu prefácio para o Livro da Vida, escrito pela santa, editada pelo Penguin Companhia, de 2016, na página 10. Chamar a santa de feminista é uma ofensa tão grave que se perguntasse para um ateu militante dos mais anticlericais o que acha dela, ouviria ofensas mais toleráveis. Uma ofensa dessas só poderia sair de um esquerdista adepto da “teologia” da libertação que abraça a bandeira do feminismo.

O movimento antifeminista em si não existe. Deixemos claro isso. Para ser antifeminista basta ter bom senso e não ser feminista porque qualquer pessoa com bom senso repudia o movimento. Feministas em geral procuram elas mesmas a sua oposição e não raro apontam para os cristãos em geral. Especialmente os católicos por abraçar mais a tradição. Elas nos acusam geralmente de moralistas, antiquados, ultrapassados, primitivos, e qualquer outro adjetivo ligado à antiguidade. Acham antiquados defender a castidade, monogamia e o matrimônio (homem e mulher numa união sacramentada). É como dizer que é antiquado crer nos resultados da tabuada que são passadas faz alguns milênios. Tudo porque elas que na verdade são moralistas, mas são moralistas que não conseguem apontar no ideal delas uma base moral sólida e objetiva. Ora, se a moral não é objetiva, i.e., que independe de observações, interpretações subjetivas e opiniões, como elas podem apontar o que é imoral ou não? Ou ainda, porque querem atacar a moral cristã se creem que ela não é objetiva? Ou ainda mais, se a moral delas pode ser objetiva, qual é a metodologia delas para provar que é a verdadeira? De certa forma elas não têm base moral nenhuma: defendem a liberdade sexual, ideais revolucionários, aborto e outras perversões que vemos nas agendas globalistas. Não surpreende elas odiarem a Igreja, ainda que a Igreja as ame e querem tirá-las desse movimento de perdição.

Podemos ver aqui ainda um curioso fato de ainda existir feministas que aderem à ideologia de gênero. O que já deixa confuso, uma vez que o sexo não é definido por fatores físicos e naturais, mas sim subjetivos, como se pode defender a igualdade entre os sexos?

No final, o feminismo se resume a isso: a negação da natureza, da dignidade humana e da verdade. No final, é mais um movimento subjetivista sem um fim lógico. Basta perguntar o que uma feminista quer da vida. Elas não sabem. Graças a Deus nós sabemos.

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Adicionado Em: 16 de agosto de 2017

Visualizações: 20

Duração: 08:06

Categorias: Artigos

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Canal: Luciano Takaki

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