Na Oposição, O PT Clamava Por impeachment. Hoje, Chama De Golpe

Este é um artigo do jornalista Renaldo Souza que ele nos enviou e resolvemos pedir autorização para publicar aqui também no Direita.TV.

Resumidamente, Souza escreve seu texto comparando a posição da bancada do PT na ocasião da votação do Impeachment do ex-presidente Fernando Collor com o cenário político atual.

Apesar do nosso absoluto e total asco por políticos, ao ponto de desenvolver câncer só de ver ou ler suas declarações, vamos publicar este artigo com as caras desses palermas para o leitor entender como funciona a mente desse povo.


Fernando Collor era presidente da República. Até que surgiram fortes denúncias de corrupção. Dentre elas, cobrança de propina em licitações de serviços de publicidade e contas fantasmas que teriam financiado reformas na sua residência oficial e comprado uma Fiat Elba para seu uso pessoal. Com base nisso, veio o processo que levou ao impeachment.

Dilma Roussef é presidente da República. Convive com fortes denúncias de corrupção. Dentre elas, o maior escândalo da história política do Brasil: o Petrolão. A mandatária também editou decretos sem numeração e sem autorização do Congresso, resultando em créditos suplementares bilionários. Dilma, para maquiar o orçamento, ainda fez questão de deixar de transferir verba para os bancos estatais, que passaram a utilizar de recursos próprios para pagar benefícios como seguro-desemprego e Bolsa Família, o que é proibido por lei. Com base nisso, veio o processo de impeachment.

Hoje, o Partido dos Trabalhadores chama o impeachment de “golpe”. Mas só porque está no poder. Na época de Collor, quando era oposição, o procedimento era visto como um mecanismo democrático. Tanto é que os 35 deputados federais do PT votaram a favor do impedimento. É a legítima hipocrisia.

Abaixo, separei destaques de algumas declarações de deputados do PT minutos antes da votação na Câmara dos Deputados que decidiu pelo afastamento de Fernando Collor da presidência da República. Alguns dos nomes são bem conhecidos. Seu exercício como leitor é simples: compare as citações da época com a atual situação do país. Avalie a ideologia do PT: o partido é a favor do povo ou apenas de si próprio?

Note que vários deputados citam o impeachment como “instrumento da democracia”. Estranho como o mecanismo passou a ser chamado de golpe só porque hoje é direcionado ao PT.

Adão Pretto

Adão Pretto acreditava que as manifestações do povo serviam de alerta.

Adão Pretto
“O coração do Brasil, nesta hora, bate mais forte. Temos visto manifestações do povo nas ruas. Manifestações que servem de alerta. Não quero nem pensar na hipótese de não conseguirmos os votos necessários. Quero dizer publicamente que não irei ao enterro de deputado que será linchado pelo povo se não conseguirmos derrubar esse corrupto.”

Alcides Monteiro
“Neste dia, na hora do nosso voto ‘sim’ ao impeachment, haverá o casamento entre a democracia representativa e a democracia participativa.”

Eduardo Jorge
“É justa a lei que estabelece que o presidente deve ser afastado. Vão ficar de um lado aqueles que querem uma postura ética na política e vão ficar de outro aqueles que querem ser coniventes, omissos ou partícipes dessa posição e desse comportamento corrupto e imoral.”

Hélio Bicudo
“Chegou o tempo da justiça. E somos neste instante privilegiado da vida brasileira o instrumento dessa justiça que em nome do povo deve ser praticada.”

Jaques Wagner

Jaques Wagner acreditava que ser contra o impeachment significava o desejo de manter o país no jogo da corrupção. Foto: Lúcio Távora

Jaques Wagner
“Esta casa haverá de consagrar aquilo que é o maior anseio da nação brasileira para dizer basta à corrupção, à impunidade e à ilegitimidade no poder neste país. É este o espírito da nação hoje. Neste plenário não estaremos divididos entre oposicionistas e governistas, mas entre brasileiros que querem desfraldar a nossa bandeira verde e amarela e aqueles que pretendem manter este país eternamente na impunidade, no jogo da corrupção.”

José Dirceu

José Dirceu já sorriu muito para o impeachment. Foto: Gustavo Andrade

José Dirceu
“Foi o povo brasileiro que assumiu a vanguarda na luta contra a corrupção e pelo afastamento do presidente da República. Isso significa que agora o país volta às mãos do seu povo, que deu à Câmara dos Deputados uma decisão a ser cumprida: o afastamento do presidente da República. Não haverá continuidade, porque não há base social, não há base político-partidária e nem há base parlamentar.”

José Cicote
“Hoje não está em jogo a ideologia política, mas o desenvolvimento econômico de uma nação. O país está hoje totalmente desacreditado. Vamos dar um basta! Impeachment nele!”

Paulo Rocha
“Hoje nós, lutadores da democracia e da liberdade, estamos aqui lutando não pelo poder, mas por aqueles que querem consolidar esta democracia e esta liberdade. Hoje o povo está nas ruas queimando bandeiras do Collor, dizendo “Fora Collor”. Isso não significa disputa de poder, mas um não à impunidade, um não ao saque da coisa pública, pela legitimidade do poder do povo, que sabe escolher seus representantes, mas também sabe expulsá-los e escorraçá-los no momento em que está sendo enganado.”

Sandra Starling
“Voto pela admissibilidade jurídica e política da acusação. Não apenas por convicção diante dos elementos dos autos, mas também por respeito ao clamor que vem das ruas.”

Tilden Santiago

Tilden Santiago via no impeachment um meio democrático para resgatar a dignidade do povo

Tilden Santiago
“O nosso voto nesta tarde não é o voto apenas da consciência individual de cada um de nós. É o voto do inconsciente coletivo da nação. Aprendi que esta Casa é a caixa de ressonância dos anseios da sociedade brasileira. E hoje, mais do que nunca, faremos ressoar aqui a aspiração de todos os brasileiros, porque estaremos resgatando a sua dignidade. Outro sinal muito grande de mudança é a descoberta feita pelo povo brasileiro de que é possível construir a democracia por meios democráticos.”

Valdir Ganzer
“O que me assusta é perceber que, nesta Casa, ainda há parlamentares que assumem a posição de votar ao lado da corrupção, ao lado do banditismo, ao lado da bandalheira, da sem-vergonhice em que ora o Brasil está envolvido. Precisamos resgatar a dignidade do Brasil. Não podemos permitir que uma pessoa que não tem caráter queira continuar no Palácio do Planalto.”

BÔNUS

Jandira Fenghalijpg

Jandira Feghali achava fundamental a presença do povo nas ruas contra o presidente da República

Jandira Feghali – PCdoB
“Este é um momento bastante decisivo para a sociedade brasileira, momento este que não foi provocado por nenhum de nós, mas veio sendo trabalhado e elaborado por um grande projeto absolutamente contra o Brasil e que teve como gota d’água denúncias vindas do lado do próprio presidente. O povo está nas ruas, não precisamos repetir isso. Ao contrário do que alguns aqui pensam, isso é fundamental. Aqui estamos para representar o povo. Nesse sentido, entendo que ele está nas ruas não apenas porque está indignado com o processo de corrupção existente no Governo e no Palácio do Planalto, mas também porque está desesperado com a profundidade da queda da sua qualidade de vida. Assim, aqui somos chamados a responder ao seu apelo e essa é a nossa obrigação: achar uma saída política para essa realidade tão concreta. Este Governo é desumano, é impopular, é subserviente aos interesses internacionais. Temos que aprovar a instalação do processo de impeachment por ampla maioria de votos, porque isso é o que a sociedade espera.”

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