O que você emoldura?

Este é mais um artigo do Tercio Rodrigo, o Diomedes Tidotto Verro, que ele gentilmente publicou em nossa fanpage do Facebook e que vamos arquivar aqui também, em nosso website.

Ele fala sobre a importância da beleza feminina que, mesmo sendo algo intrinsecamente bom, pode ser usado para o mal ou ser simplesmente desperdiçado.

Mais uma vez, e fugindo brevemente do padrão da Real, ele escreve um texto direcionado às mulheres ou, pelo menos, aquelas que tem boa vontade e humildade para aprender a controlar sua vaidade, um dos Sete Pecados Capitais.


O que você emoldura

A beleza do feminino sempre atraiu e continuará atraindo a atenção de todos, posto que antes mesmo da libido, a admiração pelo Belo, está na raiz de nossa Humanidade.

Mesmo para os Homens que são educados para não lhe dar mais atenção do que é devida, ainda sim, ela sempre estará lá para lhe capturar o olhar, mesmo que por poucos momentos.

Mas para que essa atenção é canalizada?

Pensem, por um momento, que toda mulher de beleza mais acentuada nasceu com um balde de tinta do dourado da maior radiância. Cobiçado puramente pela sua própria existência, de uma tonalidade e brilho impossíveis de ignorar.

Vemos, no mundo, as que meramente vendem tal tinta, posto ela é desejada por si só, apenas pela sua posse.

Vemos, também, as que pintam apenas aquilo pelo qual foram pagas, num comércio menos direto que as anteriores mas, ainda sim, sem preocupação maior que sua própria remuneração.

Observamos, também, as que se limitam a pintar apenas o que está ligado, o que pertence a dona do balde. Ansiosas, que são, pelos holofotes do mundo.

Mas quão belo, de fato é, quando vemos essa dourada tinta lançada sobre a placa, que mostra, ao Viajante, a estrada correta? No interior do Templo, instintivamente convidando ao Divino! Adornando as armas e os estandartes de quem luta o Bom Combate!

Pois se trata de balde finito. Quando a tinta se acabar, aquela que a vendeu, não terá mais valor algum; e a que usou para algo pintar será sempre lembrada por aquilo que destacou sobre o mundo – e por quantos seguiram o que foi destacado.

Por algumas destas sentiremos repulsa e pena, pois atiraram lama quando podiam oferecer flores; de outras, sequer lembraremos; das últimas, as que pintam apenas aquilo que é de proveito, por elas teremos respeito e gratidão.

Você, mulher para o qual os olhos do mundo se voltam, é totalmente responsável pelo qual sua beleza adornar. Em maior ou menor grau, será chamariz para a inspiração ou para o descaminho.

Que você possa ser sempre recordada por ter nascido com algo mais do que um parco balde de tinta.

Força e Honra.

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