Porque pegar mulher não te faz um homem de verdade

“Porque pegar mulher não te faz um homem de verdade” é um artigo do Doutrinador onde ele faz uma critica ao cafajestismo, mostrando que isso não é sinônimo de masculinidade, mas sim, de viver em função de mulher.

Ele também discorre a respeito das consequências deste “estilo de vida” e desmascara PUA e outros “gurus da sedução”, ou seja lá como gostam de ser chamados.

Trata-se de um artigo simples, porém, direto e bem contundente no que propõe.


O cafajestismo coloca pegar mulher como um ideal de vida, o que nada mais é que passar por cima do tudo para ser pegador. Mas o que é ser homem?

Ser homem não é apenas usar o pinto e a definição de masculinidade nada tem a ver com o número de mulheres que você pega ou sua capacidade de fazer isso.

Reduzir o homem alfa, ou o homem do topo da cadeia, a um simples pegador e manipulador é pisar no sexo masculino e em todas as nossas conquistas como homens. É pisar nos seus antepassados que tiveram, talvez, apenas uma mulher durante toda a vida, mas construíram um patrimônio e um legado que te permitiram ser o que é hoje. É querer a desgraça do sexo masculino, já que quanto mais homens estiverem sofrendo, mais mulher vai sobrar pra você.

Não adianta reclamar da conduta das mulheres, se você acha que alfa (ou homem ideal) é aquele que pega um maior número delas e julga o que um homem de verdade é meramente com base na atividade sexual dele.

Pergunte-se: quais são as personalidades da mídia ou de seu convívio social que você admira? Você admira os caras que são trabalhadores, honestos, mesmo que sejam reservados e não adeptos da curtição e sacanagem?

Você admira seu pai por ser um chefe de família monogâmico e fiel à sua mãe ou acha que homem de verdade são seus amiguinhos chapados, bêbados e pegadores? É dos honrados que você tira um referencial de masculinidade ou tende a admirar mais aqueles falastrões que se dizem os maiores comedores do bairro? Um trabalhador honrado é menos homem só porque ele é casado e não trai a mulher com a vizinha? Um jovem honesto, estudioso e que paga seus impostos é menos homem só porque ele não sai pra balada? Seu colega de trabalho gente fina é menos homem só porque ele fecha a cara no trabalho e não dá em cima das colegas igual um falastrão?

Não se iluda. Masculinidade nada tem a ver com pegar mulher, com ser sedutor, magnético ou qualquer coisa que o valha. Na hora que a dificuldade aperta e você está em perigo, você quer um homem de valor e não um pegador pra te ajudar.

Quando você precisa de explicações para passar numa prova ou concurso você não quer um alfa baladeiro que gosta de mostrar o peitinho anabolizado na balada, você quer um professor honrado que passa as noites corrigindo provas e pensando em como ajudar melhor os seus alunos.

Quando você precisa de apoio, conselhos de vida ou até mesmo ajuda financeira, não é para o cafajeste engraçado e magnético que você vai pedir e sim para o seu pai que, ao invés de ficar se preocupando em perseguir calcinha, dá sangue e suor pra colocar comida na tua mesa. Quem então é o verdadeiro alfa na sociedade?

Talvez você esteja dando mais honra a alguém do que ele mesmo possui.

Nessahan não é um manual de pegar mulher

Alguns citam a coleção “Sofrimento Amoroso do Homem”, de Nessahan Alita, como se fosse um manual para se tornar alfa e alcançar um perfil masculino ideal, algo que o tornaria um possível pegador de mulher.

Ocorre que Nessahan, em suas obras, nunca teve o ideal de fazer do homem um comedor, mas sim de torná-lo livre de seus próprios sentimentos aflitivos e de venenos como a paixão (que nada tem a ver com atração ou respeito), sendo o dito perfil masculino ideal uma mera opinião do autor acerca do que isto seria e não um ideal proposto.

Nessahan nunca ensinou seus leitores a manipular uma mulher de forma egoísta mas sim mostrou como neutralizar a manipulação que elas fazem conosco, ao apelar para nossas carências e fraquezas, nos permitindo, assim, sermos donos de nossas próprias emoções e melhorando nossos relacionamentos ao sermos menos carentes de mulher e emotivos. Ser homem não tem nada a ver com o número de mulheres que você abate sexualmente e, sim, de sua capacidade de se relacionar com elas sem ser abatido emocionalmente.

Se você não percebeu isso ainda ou, se porventura, acha que as obras de Nessahan que passaram pra você é um manual de pegar mulher, então, te garanto que é melhor ler os livros dele novamente com a ótica correta, ao invés de gastar dinheiro para aprender a vestir uma máscara de cafajeste, lendo materiais escritos e vendidos por sedutólogos charlatões que se aproveitam do fracasso masculino para vender livros.

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Não acredite em quem vende livros para ensinar você a deixar de ser um merda, a se tornar um pegador profissional ou em quem vende um curso numa cabana prometendo que você deixe de ser um fracassado. Se homens fracassados não existirem, quem vai continuar sustentando esses caras e comprando seus livros e cursos? O sofrimento do homem e a desgraça masculina para eles é interessante, da mesma forma que os cafajestes querem que os outros homens fiquem na merda para que eles se sobressaiam.

Para finalizar, livrem-se dessa ideia imbecil de que homem de verdade é aquele que come/pega mais mulher. Isso apenas levará vocês a se tornarem aquilo que elas querem, ao invés de fazê-las aceitar os homens que vocês são como condição para terem o prazer de sua companhia.

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