Pais negros importam

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Pais negros importam

O que é pior para as comunidades negras: racismo ou a falta de pais? De posse de dados oficiais e sua própria, o apresentador de programas de entrevistas Larry Elder mostra o quão importante é o papel de um pai na criação de filhos responsáveis e felizes, e também como a sua ausência teve um impacto trágico em milhões de americanos negros. Ele também critica programas assistencialistas, os quais estimulam este quadro.

O argumento de Elder é também embasado em sua experiência de vida: sendo ele próprio negro, teve no pai, um homem incansável e batalhador nascido em uma área americana extremamente racista, mas foi o melhor exemplo que uma criança em condições tão desfavoráveis poderia ter para superar dificuldades, inclusive o próprio odioso racismo, e tornar-se um adulto realizado e bem-sucedido.

Este vídeo da Prager University foi traduzido e legendado em Português Brasileiro pelos Tradutores de Direita e refuta o discurso oficial que culpa o racismo sistêmico e onipresente da população branca ao impedir os negros de enriquecerem e ter dignidade e, portanto, isto só seria possível através de políticas de estado afirmativas e assistenciais.

Já temos disponíveis outras publicações acerca problema da orfandade paterna (veja abaixo) onde se mostra que a ausência de pais e o desprezo aos modelos de masculinidade sadia, intensamente estimulados pelo discurso esquerdista, são fatores cruciais para a decadência social e econômica das sociedades. No caso da população negra americana, a proporção de filhos de mães solteiras supera os 70%, algo comparável somente a períodos de guerra.

Versão em texto

Anos atrás, eu entrevistei Kweisi Mfume, então presidente da Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor, E perguntei para ele: “Entre o racismo dos brancos e ausência de pais negros, o que configura maior ameaça a comunidade negra?” Sem pensar duas vezes, ele disse: “A ausência de pais negros.” E foi o presidente Barack Obama quem disse, “Todos nós conhecemos as estatísticas. Crianças que crescem sem um pai têm cinco vezes mais chances de viver na pobreza e cometer crimes, são nove vezes mais propensas a não terminar a escola e vinte vezes mais propensas a terminar na prisão.”

O Periódico de Pesquisa em Adolescência confirma que mesmo após controlar os diferentes níveis de renda familiar, crianças em lares com pai ausente são mais propensas a terminar na cadeia. E crianças que nunca tiveram um pai em casa, são as mais propensas a estarem atrás das grades. Em 1960, 5% das crianças dos Estados Unidos vinham ao mundo sem mãe e pai estarem casados. Já em 1980 eram 18%, e em 2000 já havia subido para 33%, e quinze anos depois, o número chegou a 41%.

Para negros, mesmo durante a escravidão quando o casamento entre escravos era ilegal, filhos negros tinham mais chance do que hoje de serem criados pela mãe e pelo pai. O economista Walter Williams escreveu que, de acordo com dados do censo, de 1890 a 1940, uma criança negra tinha mais chance de crescer com pais casados do que uma criança branca. Para negros, nascimentos fora de um casamento formal foram de 25% em 1965 para 73% em 2015. Para brancos, foi de menos de 5% para 25%. E para hispânicos, nascimentos fora de um casamento formal cresceram para 53%.

O que aconteceu com os pais? A resposta é encontrada em uma lei básica da Economia: Se você incentiva um comportamento indesejável, você gera mais comportamento indesejável. Em 1949, o índice de pobreza da nação era 34%. Já em 1965, caiu pela metade, para 17% – Tudo antes do presidente Lyndon Johnson e sua chamada “Guerra à Pobreza”. Mas, depois que a guerra começou em 1965, a pobreza cresceu e se estabilizou. De 1965 até agora, o governo gastou mais de 20 trilhões de dólares para lutar contra a pobreza. O índice de pobreza permaneceu igual, mas a relação entre homens e mulheres pobres mudou drasticamente. Isso porque o nosso generoso sistema de benefícios sociais permite que mulheres praticamente se casem com o governo. E isso facilita muito que os homens abandonem suas responsabilidades morais e financeiras. Psicólogos chamam isso de “dependência”, “desamparo aprendido”.

Como nós sabemos que o estado de bem estar social cria desincentivos que ferem justamente as pessoas que nós tentamos ajudar? Eles nos contam. Em 1985, o jornal Los Angeles Times perguntou ambos os pobres e os não-pobres se mulheres “costumam” ter filhos para conseguir benefícios adicionais. A maioria dos não-pobres respondeu que não. Entretanto, 64% dos pobres responderam que sim.

Agora, quem você acha que tem mais condições de saber? Tupac Shakur, o ícone do RAP, uma vez disse: “Eu tenho certeza absoluta, que se eu tivesse tido um pai, eu teria alguma disciplina, eu teria mais confiança”. Ele admitiu que começou a andar em gangues porque queria as coisas que um pai dá para um filho, sobretudo para um menino: estrutura e proteção.  “Sua mãe não consegue te acalmar da mesma forma que um homem consegue”, Shakur disse. “Você precisa de um homem pra te ensinar a ser homem.”

No meu livro “Caro Pai, Caro Filho”, escrevo sobre o grosseiro, resistente e fuzileiro veterano da segunda guerra mundial, o sargento que foi meu pai, nascido durante as leis segregacionistas na cidade de Atenas, Georgia – no Sul. Ele tinha 14 anos no começo da grande depressão. Crescendo, eu vi meu pai trabalhar em dois empregos de expediente cheio como um zelador. Ele também cozinhava para uma família rica nos fins de semana – e de alguma forma conseguia ir pra a escola a noite. Para conseguir seu diploma do ensino médio. Quando eu tinha 10 anos, meu pai abriu um pequeno restaurante o qual ele tocou até se aposentar com mais de 80 anos de idade.Ele nunca ficou revoltado ou amargurado – E insistia que os EUA eram bem diferentes do mundo de segregação racial e oportunidades limitas no qual ele cresceu.

“O trabalho duro compensa” ele contava a mim e aos meus irmãos. “Você consegue da vida aquilo que você investe nele.” Você pode não controlar o resultado. Mas você está 100% no controle do esforço investido. E antes de culpar os outros, vá ao espelho mais próximo e se pergunte, “O que eu poderia ter feito para mudar o resultado?” Esse conselho moldou minha vida.

Pais importam. Até que nós tenhamos uma política governamental que torne isso sua prioridade máxima, nada mudará.

Eu sou Larry Elder, para a Prager University.

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Adicionado em: 19 de abril de 2018

Visualizações: 29

Duração: 05:20

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Canal: Prager University

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