Governo Bolsonaro e o risco da tecnocracia

Este é um excelente texto de autoria de Taiguara Fernandes de Sousa onde se analisa, baseado em certas escolhas tomadas por Jair Bolsonaro para seu futuro governo, o risco de substituir a cleptocracia petista pela tecnocracia, ignorando os anseios de quem o elegeu.

Segundo Souza, os eleitores do capitão da reserva esperam respostas para problemas mais profundos e permanentes, como a restauração da cultura, educação, valores morais, combate à revolução cultural e ideológica, fim do desarmamento, e não apenas um governo apenas empenhado em combater a corrupção, o que pode significar inclusive em um estado controlador que invariavelmente irá agredir os cidadãos inocentes.


Governo Bolsonaro e o risco da tecnocracia

O maior risco que o Governo Bolsonaro pode correr agora é o da tecnocracia: a inauguração de um governo técnico, porém burocrático, em que os braços do executivo são compostos por “iluminados” sem atenção aos anseios da população e aos valores que levaram à eleição de Bolsonaro.

Estaríamos substituindo o estamento clepto-burocrático (formado pelos corruptos de sempre; de “cleptocracia”, “governo de ladrões”, em grego) por um estamento tecno-burocrático, que só se preocupa com a resolução eficiente de problemas visíveis (economia, corrupção) e esquece dos problemas mais profundos e permanentes: cultura, restauração da educação, valores morais, combate à revolução cultural e ideológica.

Hoje (21/11) houve a nomeação do futuro Advogado Geral da União, André Mendonça, um AGU de carreira, especialista em combate à corrupção. Isso indica que o Governo claramente quer focar todo o seu aparato jurídico no problema da corrupção, pois, além do novo AGU, temos Sérgio Moro e Érika Marena no Ministério da Justiça e Wagner Rosário mantido na CGU, todos especialistas em combate à corrupção.

Mas e os outros problemas jurídicos profundos? A penetração de valores morais contrários à nossa tradição jurídica, a revolução ideológica, o marxismo cultural no Direito, o poder concentrado em burocratas “não eleitos”… Problemas permanentes que foram a causa do poderio socialista nos últimos anos.

Hoje, se falou muito também numa possível nomeação de Mozart Neves para o Ministério da Educação. Seria trágico! Mais um tecnocrata, defensor da centralização da educação em Brasília (via Base Nacional Comum Curricular), da “educação para a cidadania” (e não para formar gente completa, como escrevi ontem), que em nada contribuiria para fragilizar o establishment no MEC ou restaurar a educação clássica e a alta cultura no Brasil – em suma, mais do mesmo.

O novo Governo foi eleito pelo povo e para o povo – “Mais Brasil, menos Brasília”. A tecnocracia é apenas o outro extremo da cleptocracia.

Precisamos de técnicos, sim, mas de acordo com os valores do povo. O governo não deve ser apenas uma máquina de engrenagens eficientes, mas também um representante da soberania popular.

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