A licitude moral da caça

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A licitude moral da caça

Usando o caso da menina de 12 anos de Utah que sofreu perseguição por parte de animólatras da Internet como exemplo, este vídeo foi traduzido e legendado para o português pelos Tradutores de Direita para levantar um ponto polêmico para os frescos de plantão: a questão da licitude moral da caça.

O texto abaixo foi tirado e adaptado da descrição do próprio vídeo:

Como diz a velha citação: “o homem é dos poucos bichos que tropeça mais de uma vez na mesma pedra”. Por vezes é preciso explicar, e relembrar, algo que, por simples cegueira ideológica, não se consegue constatar, mesmo que cintile reluzente em frente dos olhos. No que concerne à caça esportiva, até mesmo conservadores se deixam cair em pieguices, se sensibilizando por animais (algo que tem sua nobreza), mas sem refletir ou pesquisar o que realmente existe por detrás dos argumentos que se opõem a caça. Não podendo responder a miríade de acusações que suscitam contra esta prática, decidimo-nos concentrar em três das mais importantes:

Matar animais é uma prática cruel?

Não muito tempo atrás, seu tataravô não contava com luxos da comida embalada e nem mesmo do alegado substituto da carne, alguma substância que veganos tem delírios eróticos. Afim de sobreviver, eles tinham de ir atrás de comida e, muitas vezes, isso significava caçar. No reino animal, onde os próprios animólatras insistem em inserir o homem, isso é praxe.

É bom lembrar que somos onívoros, e a maioria dos nutricionistas afirma que uma dieta balanceada é importante para o corpo, e nessa dieta precisa-se de incluir alimentos de origem animal. A própria testosterona, por exemplo, é produzida no corpo através do colesterol consumido através da gordura de animais.

Muito embora os guerreiros da justiça social terem proclamado que biologia é coisa do passado, é insensato esperar ela realmente o seja por ideais revolucionários ou algum outro tipo de problema mental.

Antes de dizer que é uma pratica cruel, olhe a sua volta. Mesmo o mais radical vegano participa participa no conluio da matança animal, sem perceber, ou sem dar a mínima. Bolsas, sapatos casacos, e afins tem normalmente componentes de origem animal.

Mas e o tal número de animais são extintos por dia, por causa da ação humana?

Alegar isso é algo no qual se deve prestar muita atenção. Não contando que existe sim uma ética, e mesmo iniciativas, de preservação animal, inclusive entre os próprios caçadores, é preciso olhar mais de perto esses números.

A natureza, por si, já se encarrega, como já se encarregou, de exterminar inúmeras espécies de animais e plantas. Os dinossauros, e a maioria dos animais já extintos, não pereceram pelo fruto direto da ação humana. O fator humano, que sem dúvida mata e destrói, contribuiu pouquíssimo para isso tendo em conta o somatório total de animais que já não habitam nosso planeta. Apesar de existirem verdadeiros problemas ambientais que prejudicam ou eliminam habitats naturais, devemos lembrar que a mesma ciência que contribuiu para que tal destruição fosse possível também é aquela que a cada dia tem encontrado soluções inteligentes e alternativas para contornar os efeitos nefastos do progresso. Aliás, foi esta mesma ciência é que se preocupa em identificar toda a fauna e flora, para que também pudéssemos contabilizar os efeitos de nossas ações, e até mesmo salvar espécies da extinção.

A prática esportiva é puro sadismo em ação?

Sem ao menos precisar mostrar a hipocrisia dos que reclamam, mas gostam de um bom churrasco, passemos logo para o cerne da colocação: a caça por “divertimento”. Nesta lógica, matar animais por simples recreação, e não por necessidade, seria algo que cruza uma importante linha moral, chegando não muito longe, para alguns, de algo parecido com um “Auschwitz animal”.

A prática não quer dizer, automaticamente, matar o animal e deixá-lo apodrecer por puro prazer. Os animais caçados são, na quase absoluta maioria das vezes, comidos ou justamente utilizados pelos caçadores, além de terem sua população controlada afim de não se prejudicarem os outros animais e os seres humanos.

De fato, a caça recreativa pode ser benéfica um ecossistema e para a população de várias espécies animais, por reduzir alguma ou outra que esteja crescendo fora de controle e prejudicando as outras, por algum motivo. Evidentemente, existe uma série de condições e critérios para que isso ocorra, algo que as próprias comunidades caçadores conscientes mesmo fiscalizam, observando as temporadas, quais tipos de animais se proliferam demasiadamente ou são prejudiciais ao ambiente no qual estão inseridos etc. Cotas para caça ou pesca, por exemplo, tem efeitos muito positivos contra a caça predatória.

E este tipo de caça existe assim como exageros na forma como humanos por vezes tratam animais. Não ignoramos e muito menos aprovamos praticas desenfreadas. No entanto, existe muita invenção por trás da pratica da caça e, dentro de uma cultura sufocante onde o politicamente correto pega e distorce fatos em favor de ideologias, cabe a nós depurar o que é ou não verdade, antes que o estado acabe dando as cartas sobre uma prática que está entre nós a milênios, e que nos cabe, como conservadores, defender.

Humanizar o animal é desumanizar o homem*

Para finalizar, vamos completar o texto dos Tradutores de Direita com o Catecismo da Igreja Católica, para dar a palavra final sobre esta questão moral:

“2416. Os animais são criaturas de Deus. Deus envolve-os na sua solicitude providencial. Pelo simples fato de existirem, eles O bendizem e Lhe dão glória. Por isso, os homens devem estimá-los. É de lembrar com que delicadeza os santos, como São Francisco de Assis ou São Filipe de Néri, tratavam os animais.”

“2417. Deus confiou os animais ao governo daquele que foi criado à Sua imagem. É, portanto, legítimo servimo-nos dos animais para a alimentação e para a confecção do vestuário. Podemos domesticá-los para que sirvam o homem nos seus trabalhos e lazeres. As experiências médicas e científicas em animais são práticas moralmente admissíveis desde que não ultrapassem os limites do razoável e contribuam para curar ou poupar vidas humanas.”

“2418. É contrário à dignidade humana fazer sofrer inutilmente os animais e dispor indiscriminadamente das suas vidas. É igualmente indigno gastar com eles somas que deveriam, prioritariamente, aliviar a miséria dos homens. Pode-se amar os animais, mas não deveria desviar-se para eles o afeto só devido às pessoas.”

Como a caça esportiva, como demonstrado no item anterior, pode ter efeitos positivos sobre as populações animais, com a própria menina do vídeo doando a carne para alimentar seres humanos de uma vila, diga-se de passagem, vemos que a prática é perfeitamente lícita.

O que é ilícito, entretanto, é a idolatria animal pós-moderna que, em nome da irracionalidade e histeria ( travestidas de amor aos animais), torna completamente aceitável ameaçar uma garota de morte por causa de uma porcaria de uma girafa.

O vídeo foi publicado, originalmente, no dia 9 de setembro de 2016.

*trecho adicionado pela Direita Realista.

Saiba Mais

  • Ursos e burocratas – Artigo do filósofo Olavo de Carvalho para o jornal Diário do Comércio a respeito do assunto.

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Adicionado Em: 9 de setembro de 2016

Visualizações: 60

Duração: 01:27

Categorias: Curtos

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Canal: Tradutores de Direita

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