Estudo indica que uso de máscara durante exercícios físicos pode ser prejudicial

Estudo conduzido pela Universidade de Lisboa indica que uso de máscara durante exercícios físicos pode ser prejudicial, comprometendo a ventilação e reduzindo tolerância ao esforço.

Publicado em 25 de novembro de 2021, às 11:59, por: Equipe Direita Realista.

Estudo divulgado hoje, dia 25 de novembro de 2021, indica que uso de máscara durante exercícios físicos pode ser prejudicial, comprometendo a ventilação e reduzindo tolerância ao esforço.

Segundo o Observador, a pesquisa foi conduzida pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa e seus resultados sugerem que o uso de máscara durante o exercício contínuo, moderado a intenso, como andar de bicicleta na rua, prejudica a ventilação, reduz o consumo de oxigênio e encurta em 10% a tolerância de esforço até à exaustão.

O uso de máscara cirúrgica é particularmente perturbadora no exercício severo, é menos perturbadora no exercício moderado e não afeta a fisiologia que foi quantificada em termos de repouso. Além de (…) encurtar aquilo que é a tolerância individual para a exaustão, verifica-se uma redução substancial no consumo de oxigénio e que esta redução se associa principalmente a uma redução ventilatória provocada pela máscara”, explicou o coordenador do estudo, Gonçalo Vilhena de Mendonça.

Ainda segundo a investigação, “como o parâmetro que permite saber qual a mistura de nutrientes usados durante o esforço (hidratos de carbono ou lípidos) não se alterou, conclui-se que nem o aparelho circulatório nem o componente metabólico parecem ser afetados pelo uso de máscara em exercício. Já o componente ventilatório é muitíssimo afetado”, acrescentou. Gonçalo Vilhena de Mendonça explicou ainda que, tal como demonstrado no estudo, “o ar que a pessoa inspira de cada vez que inala acaba por ser rarefeito, porque é um ar que fica aprisionado dentro da máscara e que, quando é inalado novamente, em vez de ter as proporções corretas de oxigênio e de dióxido de carbono, acaba por estar muito enriquecido em dióxido de carbono”.

A investigação, que mediu o impacto do uso de máscaras cirúrgicas no exercício constante de intensidade moderada a intensa, envolveu 32 pessoas (16 homens e 16 mulheres) saudáveis. Os autores explicam que havia já “evidências parciais” de que o exercício feito com máscara facial reduz o limiar de dispneia (dificuldade respiratória) em pessoas com patologia pulmonar e que isso pode ser causado pela reinalação de dióxido de carbono. Dizem ainda que, noutros estudos, já tinha ficado demonstrado que o uso de máscaras reduzia a ventilação.

Lembrando que a Organização Mundial da Saúde (OMS) “desaconselha a utilização de máscaras faciais durante o exercício intenso pois podem reduzir a capacidade de ventilar confortavelmente”.

Abaixo, temos um vídeo aleatório e não relacionado do nosso canal:

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