Informantes do Google revelam plano para prevenir uma nova “situação Trump” em 2020

Informantes revelam planos do Google que serão supostamente usados para prevenir uma nova “situação Trump” em 2020, gravando empregados da empresa, com câmera escondida, revelando como estariam querendo manipular resultados de busca para evitar algo como o que aconteceu em 2016 (a eleição de Donald Trump) se repita.

O Project Veritas divulgou hoje (24/6) um vídeo gravado escondido de uma executiva sênior do Google, documentos vazados e depoimentos de uma fonte interna do Google que parecem mostrar esquemas que seriam usados para afetar o resultado das eleições de 2020.

O relatório inclui imagens secretas de funcionários de longa data do Google e a chefe de inovação responsável, Jen Gennai, dizendo coisas como:

“Elizabeth Warren diz que devemos dividir o Google. Eu a amo, mas ela é muito mal orientada, pois isso vai piorar, porque todas essas empresas menores que não têm os mesmos recursos que nós temos para para evitar a próxima situação Trump. Uma pequena empresa não pode fazer isso.”

Jen Gennai é a chefe de “Inovação Responsável” do Google, um setor que monitora e avalia a implementação de tecnologias de Inteligência Artificial (AI). No vídeo, Gennai diz que eles têm trabalhado diligentemente para “impedir” que os resultados da eleição de 2016 se repitam em 2020:

“Todos nós fomos ferrados em 2016, mais uma vez não fomos só nós, as pessoas se ferraram, a mídia se ferrou, tipo, todo mundo se ferrou, então nós estamos, tipo, o que aconteceu? E como evitamos que isso aconteça novamente? (…) Também estamos treinando nossos algoritmos para se 2016 acontecesse novamente. Teríamos o resultado diferente?”

Gennai também teria dito que “a razão pela qual os princípios da A.I. do Google foi lançada é porque as pessoas não estavam determinando os limites, não estavam dizendo o que é justo e o que não é, então nós somos como, bem, nós somos uma grande empresa, nós vamos dizer isso”.

O vídeo completo do Project Veritas, com as cenas gravadas escondido e com as declarações das funcionárias do Google se encontra logo abaixo:

A fonte interna do Google explicou o impacto da inteligência artificial e do Fair Learning Machine, dizendo que isto iria “redefinir uma realidade com base no que consideram justo, no que querem e no que faz parte de sua agenda”.

Outros documentos vazados detalham como o Google estaria definindo e priorizando o conteúdo de diferentes fontes de notícias e como seus serviços apresentam esse conteúdo. Um documento, chamado “Fake News-letter”, explicaria o objetivo da empresa em ter um “ponto único de verdade” em seus produtos.

Outro documento recebido pelo Project Veritas fala sobre o “News Ecosystem”, que menciona “diretrizes editoriais” que parecem ser determinadas e administradas internamente pelo Google. Essas diretrizes controlariam como o conteúdo é distribuído e exibido em seu site.

Isto tudo parece parece mostrar que o Google tomará novas decisões sobre quais notícias eles promovem e distribuem em seus sites, o que levanta questões similares às que as declarações de Gennai fazem: “Recebemos acusações na justiça de que seríamos injustos com os conservadores, porque estamos escolhendo o que achamos como fontes de notícias confiáveis e essas fontes não necessariamente confirmam as fontes conservadoras”.

O informante também lança luz sobre o que o Google estaria fazendo com o conteúdo de influenciadores considerados conservadores, como Dave Rubin e Tim Pool:

“O que o YouTube faz é alterar os resultados dos mecanismos de recomendação. O que o mecanismo de recomendação deveria tentar fazer é dizer, bem, se você gosta de A, então provavelmente vai gostar de B. Então, ao invés de recomendar conteúdo semelhante a Dave Rubin ou Tim Pool, o que eles estão fazendo é sugerir canais diferentes, como a CNN, ou MSNBC, ou outros meios políticos esquerdistas.”

No vídeo abaixo, o canal The Quartering comenta e resume esta situação:

Atenção: ainda estamos aguardando mais informações sobre este caso e a sua veracidade, mas as gravações dos empregados do Google estão aí.

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