Laudo revela circunstâncias hediondas do assassinato do menino Rhuan

Laudo revela e detalha as circunstâncias hediondas do assassinato do menino Rhuan, barbárie cometida pela própria mãe e sua companheira homoerótica.

As assassinas estão presas e isoladas no Presídio Feminino do DF e foram indiciadas nesta terça-feira (11/06/2019) por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima), lesão corporal gravíssima, tortura, ocultação de cadáver e fraude processual. Se condenadas, podem pegar 57 anos de prisão.

Segundo o resultado do laudo cadavérico, Rhuan Maycon da Silva Castro, de apenas 9 anos de idade, levou 12 facadas, sendo uma no peito enquanto dormia. Assustada, a criança ainda se levantou e ficou ajoelhada ao lado da cama. Em seguida, levou mais 11 golpes desferidos por Rosana Auri da Silva Cândido (27 anos), sua própria mãe, no dia 31 de maio, em Samambaia.

No vídeo abaixo, a mãe fala porque assassinou o próprio filho:

Quando a cabeça de Rhuan foi decepada, os sinais vitais do menino ainda estavam presentes. Segundo a polícia, enquanto a mãe começava a esquartejar o corpo, Kacyla Priscyla Santiago Damasceno (28 anos), acendia a churrasqueira. Ela teria segurado o garoto durante o esfaqueamento.

As criminosas tentaram assar as partes do corpo, com intenção de triturar os ossos do garoto. A mãe retirou toda a pele do rosto de Rhuan, que seria colocada na churrasqueira e jogada em um vaso sanitário. Ela também tentou retirar com uma faca os olhos do garoto para tornar seu corpo ainda mais irreconhecível.

Como a carne não se desprendia dos ossos, como as assassinas esperavam, resolveram então dividir as partes do corpo em duas mochilas infantis. Uma delas foi jogada em um bueiro da Quadra 425 de Samambaia.

As criminosas haviam castrado o menino de forma caseira e artesanal, decepando o pênis e os testículos há dois anos. Em virtude disso, Rhuan foi obrigado a viver mutilado em cárcere privado (não deixavam-no ir na escola para não descobrirem o que foi feito, por exemplo), que sofria dores intensas e uma dificuldade enorme para urinar. A dupla disse que fez isso porque o garoto queria se tornar menina. A polícia acredita que os órgãos do menino podem ter sido usados em algum tipo de ritual macabro, uma vez que nunca foram encontrados.

A dupla justificou seus atos também pelo fato de Rhuan ter sido supostamente fruto de um estupro cometido pelo ex-marido da autora. “Ela alegou que, por isso, tinha ódio do filho”, disse o delegado. Entretanto, não há quaisquer indícios de que esse crime tenha ocorrido no passado.

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