Bakhita, a Santa

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Bakhita, a Santa

Bakhita, a Santa (Bakhita) é um filme de 2009 que dramatiza a vida de Santa Josefina Bakhita, a primeira santa africana. O filme é de origem italiana, foi dirigido por Giacomo Campiotti e estrelado por Alberto Molinari, Ditta Teresa Acerbis, Ettore Bassi, Fabio Sartor e Fatou Kine Boye. Está aqui dublado em Português e completo.

A atriz Fatou Kine Boye foi feliz ao interpretar o jeito simples, manso, humilde, o sorriso gentil e acolhedor de Josefina Bakhita, que, em 1º de outubro de 2000, canonizada pelo Papa São João Paulo II, na praça de São Pedro, Roma, no mesmo dia da canonização de São Josemaria Escriva de Balaguer. Quem esteve presente à magnífica cerimônia percebeu, entre a multidão de mais de 300.000 pessoas, belas senhoras africanas em turbantes e vestidos coloridos, atraindo as câmeras e o interesse dos peregrinos. Se ali estavam pelo Fundador da Opus Dei, que tem obras na África, ou para homenagear a 1ª santa do continente, é difícil dizer. Só era fácil testemunhar a emoção e alegria, comum a todos. Tais sentimentos também enchem a alma de quem assiste o filme de Giacomo Campiotti.

Cenas especiais do retratam o encontro de Bakhita menina com o leão na savana e o encantamento que, mais velha, experimenta ao chegar em Veneza e admirar o leão alado na praça e outras figuras familiares de animais que adornam os prédios da cidade, sentindo-se em casa.

Sinopse

Uma mensagem de amor, misericórdia e bondade baseada em fatos reais. O Ano é 1918 e Aurora Martin chega ao convento de Canossian onde Bakhita acabou de morrer e acaba recordando a incível vida da mulher que cuidou dela quando menina. Nascida em uma vila no Sudão, sequestrada por traficantes e vendida a Frederico Martin, um mercador italiano. De volta à Itália, Bahkita se torna babá de Aurora, que perdeu sua mãe no nascimento. Mesmo com uma violenta oposição dos camponeses e moradores locais, Bakhita abraça a Fé Católica graças ao Padre Antônio. Contrariado, Frederico Martin não aceita, pois a considera sua propriedade, e agora vai caçá-la afim de trazê-la de volta. No ano de 2000, ela foi declarada santa pelo Papa São João Paulo II.

Sobre Santa Josefina Bakhita

Santa irmã morena, como era conhecida, nasceu em Darfur, território do Sudão, em 1869. A menina Bakhita viveu feliz seus primeiros anos, correndo pela savana junto aos irmãos e amigos. Pertenciam ao povo Daju, uma das etnias mais importantes do país. Santa Josefina, como muitos naquele tempo, viveu a dureza da escravidão. Ainda pequena, foi raptada por homens de outra tribo que a venderam como escrava. Começava um período de tortura, humilhação e trabalho excessivo. Desta época, ficou-lhe no corpo a marca de 144 cortes simétricos, como uma tatuagem.

“Puseram-me sal nas feridas, para ficarem por cicatrizar por muito tempo, testemunhando minha condição de escrava, um ‘objeto’ na posse de uma família. Fiquei mais de um mês estendida nua numa esteira, sem me poder mexer, ardendo em febre e sem água para beber e lavar as feridas. Só não morri graças a um milagre do Senhor, que me havia destinado a ‘coisas mais altas’.” (Santa Josefina Bakhita).

Bakhita, que significa “afortunada”, não foi o nome dado a ela pelos pais, mas por uma das pessoas que, certa vez, a comprou. Por intermédio de um cônsul italiano que a comprou, ela foi entregue a uma família amiga deste de Veneza. Ali, ela tornou-se amiga e também babá da filha mais nova deles que estava nascendo.

Em meio aos sofrimentos e a uma memória toda marcada pela dor e pelos medos, ela foi visitada pelo amor de Deus. Porque essa família de Veneza teve de voltar para a África, em vista de negócios, tanto a filha pequena quanto a babá foram entregues aos cuidados de irmãs religiosas de Santa Madalena de Canossa. Ali, Santa Bakhita conheceu o Evangelho; conhecendo a pessoa de Jesus, foi se apaixonando cada vez mais por Ele.

Com 21 anos, recebeu a graça do sacramento do batismo, adotando o nome Giuseppina Margherita Fortunata. Livremente, ela O acolheu e foi crescendo na vida de oração, experimentando o amor de Deus e se abrindo à ação do Espírito Santo. Ela também foi crismada e recebeu a Sagrada Comunhão das mãos do Patriarca de Veneza, a 9 de Janeiro de 1890.

Quando aqueles amigos voltaram para pegar Bakhita e a criança, foi o momento em que ela expressou o seu desejo de permanecer no local, porque queria ser religiosa. Passado o tempo de formação, recebeu a graça de ser acolhida como religiosa. Isso foi sinal de Deus para as irmãs e para o povo que rodeava aquela região. No dia 8 de Dezembro de 1896, em Verona, pronunciou os votos na Congregação das Irmãs Canossianas. Previamente foi necessário um julgamento, ante o tribunal da justiça veneziana, para que ela se tornasse uma pessoa livre.

Santa Josefina Bakhita, sempre com o sorriso nos lábios, foi uma mulher de trabalho. Exerceu várias atividades na congregação. Como porteira, sacristã e bordadeira, ela serviu a Deus por intermédio dos irmãos. Carinhosamente, ela chamava a Deus como seu patrão, “o meu Patrão”, ela dizia. Irmã Bakhita jamais permitiu que os maus-tratos e preconceitos sofridos a transformassem numa pessoa ressentida ou vitimizada. Sua capacidade de perdão a liberta e nos encanta.

Conhecida por muitos pela alegria e pela paz que comunicava, ela, com o passar dos anos, foi acometida por uma grave enfermidade. Sofreu por muito tempo, mas na sua devoção a Santíssima Virgem, na sua vida de oração, sacramental, de entrega total ao Senhor, ela pôde se deixar trabalhar por Deus, seu verdadeiro libertador. Ela partiu para a glória e foi canonizada pelo Papa João Paulo II no ano 2000, em 1º de outubro de 2000, no mesmo dia da canonização de São Josemaria Escrivá.

Sua festa litúrgica é no dia 8 de fevereiro.

Saiba mais

Adicionado em: 18 de março de 2018

Visualizações: 37

Duração: 3:25:43

Categorias: Filmes

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