PF prende empresário que financiou campanha de Witzel

Publicado em 14 de maio de 2020, às 11:02.

Hoje (14/5), pela manhã, a Polícia Federal acaba de prender Mário Peixoto, empresário que financiou a campanha de Wilson Witzel em 2018 e dono da maioria das empresas que fornecem para o governo do Rio.

Peixoto é suspeito de desviar R$ 3,9 milhões em compras superfaturadas na área de saúde daquele estado, um esquema de corrupção nos hospitais de campanha que teria sido descoberto através de interceptações telefônicas.

O empresário foi trancafiado em mais uma etapa da operação Lava-Jato, realizada pelo Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc), do Ministério Público do Rio, juntamente com o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal.

De acordo com o programa “Bom Dia Rio”, da TV Globo (via Conexão Política), Mário Miranda é um dos alvos da operação, e foi preso em Angra dos Reis, na Costa Verde.

Também foi preso o ex-deputado estadual Paulo Melo. Ao todo foram expedidos cinco mandados de prisão e 25 de busca e apreensão.

Os valores foram repassados a uma organização social (OS) pela Secretaria estadual de Saúde, para a administração de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). O desvio do dinheiro foi feito por meio de pagamentos superfaturados a uma empresa responsável pelo fornecimento de alimentação às unidades de saúde.

As investigações concluíram que a organização social recebeu, desde 2012, um montante superior a R$ 763 milhões do Fundo Estadual de Saúde do Rio de Janeiro para a gestão das unidades. O ex-presidente da OS é apontado como o chefe da organização. Para montar o esquema, ele teve a ajuda de dois subordinados e dos responsáveis pela empresa fornecedora de alimentação às unidades de saúde e de outra empresa, fornecedora de insumos hospitalares.

De acordo com o portal “G1”, Mário Peixoto foi delatado por Jonas Lopes Neto, filho do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Jonas Lopes. Segundo Neto, o empresário pagou uma mesada de R$ 200 mil para o TCE entre os anos de 2012 e 2013. A empresa dele fornece serviço de limpeza e motoristas para diferentes secretarias do governo Rio, informou o “G1”. A operação desta quinta tem apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da Delegacia Fazendária (Delfaz) da Polícia Civil.

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