Bioquímico descobre que algumas sequências do vírus chinês foram apagadas

Bioquímico descobre que algumas das primeiras sequências do vírus chinês foram apagadas, recuperando arquivos que sugerem que o vírus já circulava em Wuhan antes do surto em 2019.

Publicado em 1 de julho de 2021, às 14:11, por: Equipe Direita Realista.

Pesquisando sozinho, bioquímico descobre que algumas das primeiras sequências do vírus chinês foram apagadas.

O prestigioso cientista norte-americano Jesse Bloom recuperou arquivos eliminados que sugerem que o vírus já circulava em Wuhan antes do surto de dezembro de 2019.

Segundo o El País, bioquímico do Centro de Pesquisa Fred Hutchinson, em Seattle, notou que algumas sequências genômicas dos primeiros casos de Peste Chinesa na cidade chinesa de Wuhan haviam desaparecido de uma base de dados internacional.

Num trabalho de detetive, deduzindo o nome dos arquivos, Bloom conseguiu recuperar as informações excluídas porque elas também tinham sido carregadas na plataforma Google Cloud, um espaço virtual de armazenamento. “Parece provável que as sequências foram eliminadas para ocultar sua existência”, diz o pesquisador em um rascunho de suas conclusões publicado no dia 22 de junho de 2021.

Bloom afirma que as 13 sequências parciais que conseguiu reconstruir apresentam mutações que sugerem que o vírus já circulava em Wuhan antes do surto de dezembro de 2019 no mercado de Huanan.

A pesquisa destaca três mutações presentes nos coronavírus do mercado, mas ausentes das sequências resgatadas agora e nos vírus de morcego relacionados com o vírus chinês.

Alguns especialistas acreditam que essa nova informação é fundamental. O geneticista Rasmus Nielsen, da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA), afirmou nas redes sociais que “estes são os dados mais importantes sobre a origem da Peste Chinesa em mais de um ano”.

Os arquivos foram suprimidos da base de dados SRA, pertencente aos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA. Em nota nesta quarta-feira, a agência governamental explicou que apagou as sequências em junho de 2020 a pedido de um pesquisador chinês que tinha direitos sobre elas. O cientista indicou que as informações haviam sido atualizadas, que queria enviá-las a outra base de dados e que desejava eliminar a primeira versão para evitar confusões.

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