Mulher morre sem oxigênio pois prefeito pegou cilindro de posto de saúde para fazer festa

Publicado em 5 de fevereiro de 2020, às 18:07.

Mulher morre sem oxigênio, pois prefeito pegou cilindro de posto de saúde para bombear chope e fazer festa de réveillon em casa. Vítima ficou sem oxigenação adequada em transporte de ambulância.

Fotos tiradas na virada de 2012 para 2013 na casa de familiares do então prefeito de Luziania (GO), José Claudio Pol, entregam que o cilindro utilizado para bombear o chope é de uso medicinal. Enquanto isso, uma mulher com princípio de infarto teve que ser levada para a cidade vizinha, só que a única ambulância disponível para o transporte havia desaparecido o cilindro de oxigênio.

Segundo a denúncia do Ministério Público, a mulher morreu por ‘falência múltipla de órgãos e choque cardiogênico’. Ela chegou ao Hospital de Campo Mourão, cidade para onde foi levada, já com parada cardiorrespiratória. Ainda de acordo com o MP, o equipamento que faltava na ambulância era o mesmo que estava na casa do prefeito e havia sido retirado do centro de saúde com sua autorização.

A Promotoria indicou ainda que, quando o cilindro de oxigênio portátil foi levado da UBS, o pretexto dado foi que o equipamento seria para uso de um parente de ‘Claudião’.

Ao Tribunal de Justiça, o município alegou que não foi possível provar que a morte aconteceu por culpa da administração pública. A prefeitura de Luiziana argumentou que o falecimento não ocorreu apenas pela falta de oxigênio no transporte até Campo Mourão.

Os filhos também recorreram, pedindo aumento do valor da indenização por considerarem a condenação branda.

Tal pedido foi atendido pelos desembargadores, que registraram no acórdão: “A gravidade da conduta, com a ampla divulgação dos fatos à coletividade, inclusive diante das postagens de fotografias em redes sociais do cilindro de oxigênio nas festividades, exige uma reprimenda maior, por aumentar o abalo psicológico dos autores.”

Em seu voto, o desembargador José Joaquim Guimarães da Costa, relator, indicou que o prefeito ‘não teve nenhuma consideração pelos direitos que deveria zelar’ e acabou contribuindo para a morte da cidadã de Luiziana.

O desembargador destacou a ‘sensação de impotência e descrédito’ dos filhos diante do sofrimento da paciente ‘por ato considerado de extrema futilidade e desrespeito pelos munícipes do local’.

Fonte: R7.

O vídeo abaixo comenta o caso:

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