Padre Paulo Ricardo – Sexta-feira da Paixão e o Improperium (Vídeo)

Aula do Pe. Paulo Ricardo a respeito da Sexta-feira da Paixão, onde ensina sobre a adoração à Santa Cruz e o Improperium. 'Improperia' quer dizer repreensões, e é Jesus, neste dia, quem exorta os homens pela falta de amor. Acesse aqui a descrição completa.


Descrição

Esta é uma aula do Padre Paulo Ricardo a respeito da Sexta-feira da Paixão, onde o sacerdote católico ensina sobre a adoração à Santa Cruz e o “Improperium”, ou seja, os chamados “impropérios”. A palavra “improperia” quer dizer repreensões, e é Jesus, neste dia, quem exorta os homens pela falta de amor.

A aula foi publicada originalmente no dia 28 de março de 2013, numa Sexta-feira Santa, data em que não se celebra a Eucaristia. O padre disserta o porquê disto e a tradição de cantar os impropérios durante a adoração à Cruz neste dia.

A parte mais importante do Improperium é o chamado Trisagion, ou seja, a tripla invocação de Deus: “Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal”. Esta antífona é por muitos conhecida, pois faz parte do terço da Divina Misericórdia, de Santa Faustina Kowalska, porém, ela provavelmente remonta à antiguidade da Igreja, quiçá, à Era Apostólica.

O Trisagion, interessante frisar, está ligado à Paixão de Cristo desde o início. Existe uma tradição da Igreja Copta (da Etiópia), que afirma ter sido este hino composto por Nicodemos, o qual juntamente como José de Arimateia, enterrou o Senhor (cf. Jo 19,39) e, assim, nesse momento, olhando para o corpo de Jesus Cristo, ele teria dito “Santo Deus, Santo Forte, Santo Imortal, tende piedade de nós”.

Esta tripla invocação é a resposta do povo aos impropérios, mas o que eles são? Os “improperium” estão presentes na liturgia desde o nono século e consistem no mistério do povo judeu que rejeitou o Cristo. A Igreja, com isso, não está condenando o povo judeu, pelo contrário, ela diz que a humanidade toda rejeitou Jesus. E, então, Ele pergunta: “Popule meus, quid feci tibi? Responde mihi.” (Povo meu, que te fiz Eu, em que te contristei? Responda-me). É o Cristo que reclama. “Eu te dei o amor e recebi de volta o desamor”, este é o mistério que se celebra na Sexta-feira Santa.

Da mesma forma que os impropérios são uma anamnese do caminho percorrido pelo povo eleito, toda a humanidade é convidada a fazer também a anamnese da própria vida, ou seja, a fazer a recordação da própria existência, vendo o quanto Deus cuidou de cada um desde a mais tenra idade.

O conteúdo dos impropérios leva à reflexão, pois propicia o vislumbre da própria ingratidão para com Deus. O católico tem como centro da vida a ação de graças e a Sexta-feira Santa é o dia em que não se celebra a Eucaristia – ação de graças, por excelência – porque é o dia da ingratidão. Deus mostra de maneira inequívoca, pelas reprimendas, como a humanidade é ingrata. E, o que se pode responder diante disso? Pode-se confessar a fé, pode-se reconhecer que Deus é Santo, Deus é Forte, Deus é Imortal, enquanto cada um nada mais é do que pecador, fraco e mortal.

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