Senegal usa cloroquina desde 1° caso e tem uma das médias de mortes mais baixas do mundo

Publicado em 9 de maio de 2020, às 11:26.

Senegal usa cloroquina desde 1° caso de vírus chinês e tem uma das médias de mortes mais baixas do mundo, chegando no final de abril a ser 17 vezes menor do que a média da Coreia do Sul.

Em entrevista à revista francesa Marianne (via Pleno News), o doutor Moussa Seydi, médico e infectologista senegalês, a hidroxicloroquina, remédio defendido pelo presidente Jair Bolsonaro no Brasil, tem sido usada desde os primeiros casos no Senegal.

De acordo com as fontes, o resultado da opção feita pela nação africana tem dado resultado na prática: com cerca de 16 milhões de habitantes, o país teve somente cinco mortes registradas até o dia 21 de abril. O número resulta em apenas 0,3 mortes por milhão de habitantes, um dos resultados mais baixos do mundo e ínfimo se comparado aos resultados da Noruega, com 34, e mesmo da Coreia do Sul, exemplo de eficiência no combate ao vírus (5 mortes por milhão, número 17 vezes maior que os africanos).

Seydi disse que foi implementado “um protocolo de tratamento para os pacientes menos graves com tratamento com hidroxicloroquina. Tratamento em que, no momento, observo bons resultados em relação à redução da carga viral”, complementando também que analisou bem os riscos e benefícios relacionados ao tratamento e concluiu que as vantagens de utilizar o fármaco favoreciam a administração do medicamento desde o início dos cuidados com os pacientes.

O médico ressaltou também que, “como o Dr. Raoult [Didier Raoult, responsável pela pesquisa mais conhecida com a hidroxicloroquina], vimos uma queda na carga viral após uma semana. O que induz uma cura mais rápida. A relação risco/benefício favorece os benefícios. Considero que não perco nada trazendo esse tratamento para meus pacientes. Especialmente porque eu não notei nenhum efeito colateral”.

Seydi também afirmou que a África tem a vantagem de conhecer a cloroquina por ser “uma molécula muito conhecida que tem sido usada no tratamento da malária. Na Europa, a malária não é um problema de saúde pública, portanto as pessoas sabem menos e fazem mais perguntas”. Ou seja, assim como em certas regiões brasileiras, a malária também é endêmica em Senegal.

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